De volta à sofia - assim mesmo com letra minúscula -, é o lema que, na capa do meu caderno de notas, escrevi certa vez: sofia em preto - preto "bic" e de volta à em azul. Um simples azul.
Estava longe da sofia e agora voltei à minha face aos seus encantos, como se ela tivesse me provocado e com um olhar enraivecido, dúbio, carente, voltei minha face a ela, retrucando.
Voltei a por as mãos nas folhas de papel em branco e escrever minhas ideias - agora sem acento - a fim de esclarecer, ou ao menos pensar a respeito delas. Dúbias ideias.
Encaramo-nos novamente, eu e a sofia. E assim, mais maduros ou mais velhos, transformaremos as folha em branco empoeiradas.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Sobre deus, formas de existir e "mim"
Texto feito para ser dado a uma colega de trabalho como forma de abrir uma discussão.
OBJETIVO
Existência, Importância e Mim: desejo falar sobre isso neste breve tratado que não possui o objetivo de instruir, guiar ou descriminar os pensamentos opostos. Apenas escreve-o para esclarecer minhas ideias e melhorá-las com as suas importantes sugestões.
INTRODUÇÃO
Antes de iniciar este tratado devo explicar sobre o que desejo falar: “Existência, Importância e Mim”. Porém se eu apenas começar a escrever podem indagar-me sobre a natureza desta tríade. Então devo esclarecê-la analiticamente com algumas explicações breves.
Algumas palavras dessa tríade são mais importantes para a obtenção da compreensão:
Existência / existir – O que é existir? Segundo o dicionário Aurélio existir é “ter existência real; ser; haver; viver; estar; subsistir; durar”. Para mim, em uma concepção pessoal, existir é estar na memória de alguém, ou na minha própria. Podemos existir de forma diferente para cada pessoa, mas não para nós mesmos.
Importância / importante – Sobre a palavra importante ao qual derivou-se a palavra importância o dicionário Aurélio nos traz o seguinte significado: “Que tem importância; que merece consideração, apreço; necessário; o que é essencial ou mais interessa”. Traduzindo o conceito para o contexto e a minha forma de pensar, descrevo importante como algo que me faz mudar alguma atitude, mesmo que no momento não consiga perceber este grau de importância (verificar se aquilo é importante). Noto também que uma ideia ou coisa pode ser importante ou não dependendo do tempo e das condições do momento. Portanto algo importante pode ser classificado em níveis de prioridade.
Mim / eu – Este é o termo mais complexo de se obter um significado coeso. Mesmo sendo o sujeito MIM o EU em si, ou seja, o limite da máxima proximidade, torna-se extremamente complicado para mim explicá-lo (mesmo com a proximidade descrita). Penso eu que o MIM/EU fora forjado através de constantes relações: sociais, institucionais e históricas. Sendo assim, minhas atitudes são devidas as relações que tive. Isso faz-me questionar se existe de fato um sujeito EU.
Porém, algumas características são inerentes a cada pessoa. Existe um certo comportamento aleatório nos humanos (talvez a falta de visão global) e eu penso que esta deva ser a essência do que chamamos de EU humano.
Partindo destas premissas devo então esclarecer o que eu desejei significar com a tríade:
PRIMEIRO: EXISTIR
Para mim a eternidade é possível quando “plantamos” ideias na memória de alguém. Para mim isso é estar vivo de alguma forma. Um filho, por exemplo, é uma extensão do que eu sou. Quando dou exemplos a este filho estou transferindo uma parcela do EU para ele. E ele irá transmitir isso também em suas relações sociais assim como eu fiz e fizeram comigo. Ou seja, penso que o homem é um multiplicador de ideias e isso, quando atinge os outros, o torna eterno.
Mas, todos possuem esta capacidade: os que consideramos bons e os maus. E essa é a cerne da questão: quando os homens enxergam esta sua capacidade de transformar o outro por meio de suas ideias geralmente o fazem. E isso deve ser velado, pois sempre tomamos atitudes que não nos agradamos posteriormente com os resultados: o erro. Há sempre um risco eminente ao erro nas atitudes ao qual tomamos.
Então, o homem inventou as leis para que fôssemos guiados pelos exemplos do passado: para que aprendêssemos com os erros (na teoria). E isso nos guia, mesmo sabendo que tais leis servem para beneficiar uns e instruir outros (na prática). No fundo, as ideias de alguns são levadas em consideração por grande parcela da humanidade (são eternos).
SEGUNDO: IMPORTÂNCIA
O homem comum precisa ser mais importante do que os outros seres vivos e de alguém mais importante do que ele próprio para se espelhar.
Assim, o homem antigo acreditava que o sol era responsável pela sua existência, já que Ele permitia que suas plantações crescessem e sempre estava lá proporcionando seu brilho e calor. Então, o homem pensava em agradar o sol (seu deus) e para tanto criou rituais em sua homenagem, para quem sabe chamar a sua atenção a fim de obter respostas e conseguir outros benefícios.
Alguns homens ausentavam-se desses rituais e estudavam o comportamento do sol, podendo então fazer previsões desse comportamento, melhorando a capacidade de cultivo (estações do ano). Constataram então que o sol não possui vontade própria (racional) mas age respeitando certas leis mecânicas.
Então indago: o homem merece louvor, ou o sol?
TERCEIRO: MIM
Questiono todas estas ideias pois não me contento em ficar na superficialidade dos assuntos. Não posso pensar que o sol age por sua conta, em primeira instância. Desejo saber a verdade, mesmo sabendo que o homem não deve sempre saber a verdade, pois ele é oportunista e irá querer se apoderar disso para escravizar os que ele considera inferior (outros seres, ou os próprios humanos), como já o faz. E mesmo que o homem não tenha a má intenção sempre, ele pode errar e prejudicar o andamento natural das coisas.
Eu sempre questiono: deus é necessário? E respondo as vezes sim, as vezes não. Pois respeito a construção histórica edificada com boas intenções. É notável os resultados quando são positivos para a melhoria do bem estar das pessoas.
Mas também observo a segregação que as denominações religiosas causam. As guerras “santas”!
Devo dizer: se deus existisse não seria necessário para que a minha existência fosse plena.
Marcos Garcia de Lima
Mauá, 01 de Julho de 2011
OBJETIVO
Existência, Importância e Mim: desejo falar sobre isso neste breve tratado que não possui o objetivo de instruir, guiar ou descriminar os pensamentos opostos. Apenas escreve-o para esclarecer minhas ideias e melhorá-las com as suas importantes sugestões.
INTRODUÇÃO
Antes de iniciar este tratado devo explicar sobre o que desejo falar: “Existência, Importância e Mim”. Porém se eu apenas começar a escrever podem indagar-me sobre a natureza desta tríade. Então devo esclarecê-la analiticamente com algumas explicações breves.
Algumas palavras dessa tríade são mais importantes para a obtenção da compreensão:
Existência – Importância - Mim
Existência / existir – O que é existir? Segundo o dicionário Aurélio existir é “ter existência real; ser; haver; viver; estar; subsistir; durar”. Para mim, em uma concepção pessoal, existir é estar na memória de alguém, ou na minha própria. Podemos existir de forma diferente para cada pessoa, mas não para nós mesmos.
Importância / importante – Sobre a palavra importante ao qual derivou-se a palavra importância o dicionário Aurélio nos traz o seguinte significado: “Que tem importância; que merece consideração, apreço; necessário; o que é essencial ou mais interessa”. Traduzindo o conceito para o contexto e a minha forma de pensar, descrevo importante como algo que me faz mudar alguma atitude, mesmo que no momento não consiga perceber este grau de importância (verificar se aquilo é importante). Noto também que uma ideia ou coisa pode ser importante ou não dependendo do tempo e das condições do momento. Portanto algo importante pode ser classificado em níveis de prioridade.
Mim / eu – Este é o termo mais complexo de se obter um significado coeso. Mesmo sendo o sujeito MIM o EU em si, ou seja, o limite da máxima proximidade, torna-se extremamente complicado para mim explicá-lo (mesmo com a proximidade descrita). Penso eu que o MIM/EU fora forjado através de constantes relações: sociais, institucionais e históricas. Sendo assim, minhas atitudes são devidas as relações que tive. Isso faz-me questionar se existe de fato um sujeito EU.
Porém, algumas características são inerentes a cada pessoa. Existe um certo comportamento aleatório nos humanos (talvez a falta de visão global) e eu penso que esta deva ser a essência do que chamamos de EU humano.
Partindo destas premissas devo então esclarecer o que eu desejei significar com a tríade:
“Existência, Importância e Mim.”
PRIMEIRO: EXISTIR
Para mim a eternidade é possível quando “plantamos” ideias na memória de alguém. Para mim isso é estar vivo de alguma forma. Um filho, por exemplo, é uma extensão do que eu sou. Quando dou exemplos a este filho estou transferindo uma parcela do EU para ele. E ele irá transmitir isso também em suas relações sociais assim como eu fiz e fizeram comigo. Ou seja, penso que o homem é um multiplicador de ideias e isso, quando atinge os outros, o torna eterno.
Mas, todos possuem esta capacidade: os que consideramos bons e os maus. E essa é a cerne da questão: quando os homens enxergam esta sua capacidade de transformar o outro por meio de suas ideias geralmente o fazem. E isso deve ser velado, pois sempre tomamos atitudes que não nos agradamos posteriormente com os resultados: o erro. Há sempre um risco eminente ao erro nas atitudes ao qual tomamos.
Então, o homem inventou as leis para que fôssemos guiados pelos exemplos do passado: para que aprendêssemos com os erros (na teoria). E isso nos guia, mesmo sabendo que tais leis servem para beneficiar uns e instruir outros (na prática). No fundo, as ideias de alguns são levadas em consideração por grande parcela da humanidade (são eternos).
SEGUNDO: IMPORTÂNCIA
O homem comum precisa ser mais importante do que os outros seres vivos e de alguém mais importante do que ele próprio para se espelhar.
Assim, o homem antigo acreditava que o sol era responsável pela sua existência, já que Ele permitia que suas plantações crescessem e sempre estava lá proporcionando seu brilho e calor. Então, o homem pensava em agradar o sol (seu deus) e para tanto criou rituais em sua homenagem, para quem sabe chamar a sua atenção a fim de obter respostas e conseguir outros benefícios.
Alguns homens ausentavam-se desses rituais e estudavam o comportamento do sol, podendo então fazer previsões desse comportamento, melhorando a capacidade de cultivo (estações do ano). Constataram então que o sol não possui vontade própria (racional) mas age respeitando certas leis mecânicas.
Então indago: o homem merece louvor, ou o sol?
TERCEIRO: MIM
Questiono todas estas ideias pois não me contento em ficar na superficialidade dos assuntos. Não posso pensar que o sol age por sua conta, em primeira instância. Desejo saber a verdade, mesmo sabendo que o homem não deve sempre saber a verdade, pois ele é oportunista e irá querer se apoderar disso para escravizar os que ele considera inferior (outros seres, ou os próprios humanos), como já o faz. E mesmo que o homem não tenha a má intenção sempre, ele pode errar e prejudicar o andamento natural das coisas.
Eu sempre questiono: deus é necessário? E respondo as vezes sim, as vezes não. Pois respeito a construção histórica edificada com boas intenções. É notável os resultados quando são positivos para a melhoria do bem estar das pessoas.
Mas também observo a segregação que as denominações religiosas causam. As guerras “santas”!
Devo dizer: se deus existisse não seria necessário para que a minha existência fosse plena.
Marcos Garcia de Lima
Mauá, 01 de Julho de 2011
domingo, 6 de março de 2011
A moda dos bolsos para fora
Em primeira instância, existe algo que julgamos ao observar - estou baseando-me em minhas próprias experiências - que é o invólucro que possuímos como superfície supra epiderme: roupas.
Penso em questionar os motivos dessa observação que me parece tão profunda e estruturada. Mas, para tanto é preciso pensar mais e observar o fenômeno em particular: coisa que prefiro não fazer agora devido ao tempo que precisarei gastar ao fazê-lo.
Seguindo em frente com os pensamentos sintonizados no que é observado encontramos o que nomeia-se como moda, ou uso de determinada vestimenta ou forma (padrão) de vestimenta por determinado tempo, e notamos que esta rege os padrões da maioria dos seres humanos no que concerne seus trajes.
A moda, como conheço - pois posso dar outros significados -, pode ser estudada como um fenômeno do tipo social dialético capitalista já que carrega consigo a essência de utilizar os sentidos (fenômeno) internos das pessoas julgam de forma discutida (dialética) com razões pró e contra para enfim atender à procura pelo consumo (capitalista) previamente estabelecido culturalmente.
Então a moda é um fenômeno invasivo, pois, estabelecido por grupos específicos das camadas sociais, aplacam seus produtos nos que estão vulneráveis a este tipo de forma de consumo.
Estética: Mas o que é belo pode ser questionado? O belo é identificado sem os pressupostos culturais? O belo pode ser o que é fútil, excessivo e destruidor? O belo existe?
Existe na atualidade uma tendência de moda que tem como princípio a utilização de shorts com os bolsos para fora, algo semelhante já acontecera a algum tempo atrás na produção cinematográfica chamada Back to the future (De volta para o futuro, 1985), com o personagem Marty McFly como objeto:
A questão aqui é dizer o que isto significa: shorts (curtos) com bolsos para fora.
Será uma chance de dar atenção as coxas de quem usa (geralmente tirando proveito dos adornos que compõem a extensão destes bolsos demasiados)? Será então apenas mais uma futilidade? Ou existe ai algum sentido objetivo que não estes?
Penso em questionar os motivos dessa observação que me parece tão profunda e estruturada. Mas, para tanto é preciso pensar mais e observar o fenômeno em particular: coisa que prefiro não fazer agora devido ao tempo que precisarei gastar ao fazê-lo.
Seguindo em frente com os pensamentos sintonizados no que é observado encontramos o que nomeia-se como moda, ou uso de determinada vestimenta ou forma (padrão) de vestimenta por determinado tempo, e notamos que esta rege os padrões da maioria dos seres humanos no que concerne seus trajes.
A moda, como conheço - pois posso dar outros significados -, pode ser estudada como um fenômeno do tipo social dialético capitalista já que carrega consigo a essência de utilizar os sentidos (fenômeno) internos das pessoas julgam de forma discutida (dialética) com razões pró e contra para enfim atender à procura pelo consumo (capitalista) previamente estabelecido culturalmente.
Então a moda é um fenômeno invasivo, pois, estabelecido por grupos específicos das camadas sociais, aplacam seus produtos nos que estão vulneráveis a este tipo de forma de consumo.
Estética: Mas o que é belo pode ser questionado? O belo é identificado sem os pressupostos culturais? O belo pode ser o que é fútil, excessivo e destruidor? O belo existe?
Existe na atualidade uma tendência de moda que tem como princípio a utilização de shorts com os bolsos para fora, algo semelhante já acontecera a algum tempo atrás na produção cinematográfica chamada Back to the future (De volta para o futuro, 1985), com o personagem Marty McFly como objeto:
![]() |
| Marty McFly - Personagem do filme De volta para o futuro de 1985, ilustrando a moda dos bolsos para fora. |
A questão aqui é dizer o que isto significa: shorts (curtos) com bolsos para fora.
Será uma chance de dar atenção as coxas de quem usa (geralmente tirando proveito dos adornos que compõem a extensão destes bolsos demasiados)? Será então apenas mais uma futilidade? Ou existe ai algum sentido objetivo que não estes?
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| Shorts com bolsos para fora. |
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